quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Estudo revela que desmatamento no mundo pode custar até U$5 trilhões

Tema:Ecologia
Data: 7/10/2009


De acordo com o Estudo de Economia de Ecossistemas e Biodiversidade (TEEB, em inglês) , realizado pela Comissão Européia e Alemanha, o custo do desmatamento no mundo inteiro foi estimado entre U$ 2 e 5 trilhões de dólares ao ano. Já o valor investido na proteção da biodiversidade no mesmo período chega a U$10 bilhões, mas seria necessário investir, no mínimo, quatro vezes esta quantia para que houvesse uma conservação adequada dos recursos naturais em todo o planeta.

Lançado em resposta a uma proposta feita pelos ministros do grupo G8 +5 (África do Sul, Brasil, China, Índia e México), o TEEB é uma iniciativa internacional formulada para desenvolver um estudo global sobre a economia da perda da biodiversidade. O objetivo é promover o avanço de ações práticas e destacar o custo da degradação de ecossistemas e os benefícios da biodiversidade, bem como divulgar informações e chamar a atenção de diferentes países sobre o tema.


Liderado pelo economista do Banco Alemão Pavan Sukhdev, o estudo conta com a participação de um comitê consultivo integrado por especialistas das áreas de ciências, política e economia. Em recente visita ao Brasil, Sukhdev ressaltou que o TEEB já está em sua segunda fase, e vem sendo promovido pelo PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) com apoio financeiro da Comissão Européia e dos ministérios do Meio Ambiente da Alemanha e Reino Unido.

"A ideia é realizar o levantamento e sistematização de metodologias inovadoras para a valoração da biodiversidade e de serviços ambientais. Para isso é feito o cálculo do valor econômico, o custo da perda da biodiversidade e o custo necessário para ampliar os esforços de conservação", explica Sukhdev.

O economista sugeriu a possibilidade de o Brasil elaborar um estudo específico sobre as características e condições do País, de forma a contemplar o valor da biodiversidade brasileira, seguindo a mesma metodologia da avaliação mundial.

A secretária de Biodiversidade e Florestas, Maria Cecília Wey de Brito, disse que existe a intenção por parte do governo federal de realizar um relatório TEEB Brasil, que seria desenvolvido pelo MMA em parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). "A iniciativa é importante porque somos um país megadiverso, e não temos dado o devido valor a esse patrimônio natural. A manutenção da biodiversidade, mais do que um custo, é um benefício", afirma Cecília.

Ela explica que, em grande parte, as atividades econômicas que estão promovendo o crescimento do Brasil são baseadas nos atributos que a biodiversidade possui. "A manutenção adequada da biodiversidade possibilita o volume e qualidade das águas, os ciclos vitais necessários para a agricultura, bem como a polinização, entre outros exemplos".

O primeiro relatório do TEEB foi lançado em maio de 2008 e forneceu evidências das significantes perdas econômicas globais e locais, bem como dos impactos no bem-estar humano que podem ser atribuídos às progressivas perdas da biodiversidade e à degradação de ecossistemas. O relatório foi amplamente focado em florestas. A segunda fase do estudo busca expandir o trabalho iniciado na primeira etapa, e estará completa em 2010 para ser apresentada em Nagoya (Japão), durante a 10ª Conferência de Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB COP- 10). Fonte: MMA

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O desmatamento das florestas vem crescendo demasiadamente, e com isso o aumento na dificuldade de substituí-las.

Sabe aquela árvore derrubada atrás da sua casa? Junte a ela as milhões de árvores arrancadas e mortas a cada dia.

Todos os anos árvores são derrubadas ilegalmente só para satisfazer interesses financeiros. Pessoas que não estão nem um pouco interessados para o que pode acontecer com a natureza e, consequentemente, com nós seres humanos.

As árvores que são retiradas precisam ser substituídas, pois são elas que fornecem o oxigênio que respiramos. Nossa vida depende delas.

Se olharmos ao nosso redor será fácil perceber o porquê a natureza se revolta trazendo desastres ecológicos e fenômenos como: Tsunami, furacões, tempestades, etc.

Vamos botar a mão na consciência e refletir...
Se somos seres racionais, então vamos mostrar que somos na prática.

sábado, 21 de novembro de 2009

Site Ecológico


O google lançou um novo site de busca na internet, chamado "Eco4planet", com a mesma tecnologia e qualidade de busca.

Qual a diferença??

-> A cada 50.000 consultas uma árvore será plantada, e fica disponível o número de mudas atingido.

-> O fundo preto da tela, que a princípio gera estranhamento, acaba por descansar os olhos e economizar 20% da energia do monitor (as práticas responsáveis quase sempre acumulam vantagens)

A iniciativa é nova (a contagem da nova começou mês passado), e vale a pena divulgar.

www.eco4planet.com/pt/*

Cientistas apontam que planeta está no limite

Tema: Ecologia
Autor: Redação 360 Graus
Data: 24/9/2009


Identificar e quantificar os limites da Terra que não podem ser transgredidos ajudaria a evitar que as atividades humanas continuem causando mudanças ambientais inaceitáveis. A afirmação, de um grupo internacional de cientistas, está em artigo destacado na edição desta quinta-feira (24/9) da revista Nature.

Segundo eles, a humanidade deve permanecer dentro dessas fronteiras para os processos essenciais do sistema terrestre se quiser evitar alterações ambientais de dimensões catastróficas. Esses limites representariam os espaços seguros para a ação e para a vida humana.


O conceito de limites (ou fronteiras) planetários representa um novo modelo para medir as agressões ao planeta e define espaços seguros para a existência humana. Seguros tanto para o sistema terrestre como para o próprio homem, por consequência.


Johan Rockström, da Universidade de Estocolmo, na Suécia, e colegas sugerem nove processos sistêmicos principais para esses limites: mudanças climáticas; acidificação dos oceanos; interferência nos ciclos globais de nitrogênio e de fósforo; uso de água potável; alterações no uso do solo; carga de aerossóis atmosféricos; poluição química; e a taxa de perda da biodiversidade, tanto terrestre como marinha.


Para três desses limites da ação humana – ciclo do nitrogênio, perda da biodiversidade e mudanças climáticas –, os autores do artigo argumentam que a fronteira aceitável já foi atravessada. Afirmam também que a humanidade está rapidamente se aproximando dos limites no uso de água, na conversão de florestas e de outros ecossistemas naturais para uso agropecuário, na acidificação oceânica e no ciclo de fósforo.


O estudo dá números para esses limites. Para o ciclo do nitrogênio, por exemplo, antes da Revolução Industrial a quantidade de nitrogênio removido da atmosfera para uso humano era zero. O limite estabelecido pelo estudo é de 35 milhões de toneladas por ano. Parece muito, mas os valores atuais são de 121 milhões, mais de três vezes além do limite aceitável.


A taxa de perda de biodiversidade, calculada em número de espécies extintas por milhão de espécies por ano era de 0,1 a 1 até o início da era industrial. O limite proposto pelo estudo é de 35, mas o valor atual passou de 100.


O consumo de água potável por humanos era de 415 quilômetros cúbicos por ano antes da Revolução Industrial. Hoje, chegou a 2.600, perigosamente próximo ao limite sugerido de 4.000 quilômetros cúbicos por ano.


Os pesquisadores destacam a necessidade de se estabelecer os limites também para a emissão de aerossóis atmosféricos e de poluição química, apesar de não haver, atualmente, dados suficientes para tal definição.


Transgredir uma única dessas fronteiras planetárias por um tempo demasiadamente longo é o suficiente, argumentam, para promover alterações ambientais “abruptas e inaceitáveis que serão muito danosas ou até mesmo catastróficas à sociedade”. Além disso, quando um limite é derrubado, os níveis de segurança dos outros processos acabam sendo seriamente afetados.


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Estamos vendo mudanças tão rápidas com efeitos devastadores a cada ano que passa. Podemos acompanhar no dia-a-dia através da televisão, dos jornais, revistas, etc..

O efeito estufa é gerado por queimada e derrubada de florestas, e trazem consequências como o aumento do nível dos oceanos e o derretimento das calotas polares. Podendo ocorrer, futuramente, a submersão de muitas cidades litorâneas.
São as florestas que regulam a temperatura, os ventos e o nível de chuvas em diversas regiões, assim, proporcionalmente, quanto menos florestas, maior a temperatura terrestre.

Cada pessoa pode contribuir para diminuição desses desastres ecológicos.
...Basta fazer sua parte!

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Obras na Amazônia podem acelerar aquecimento global

TEMA: Ecologia
AUTOR: Wellton Máximo/Agência Brasil
DATA: 20.06.2007


A execução de obras de infra-estrutura no norte e no oeste da Amazônia deve aumentar o desmatamento na floresta e contribuir para piorar o aquecimento global. O alerta foi dado pelo pesquisador Philip Fearnside, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), durante debate na sede do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) sobre as conseqüências das mudanças climáticas na economia.

O pesquisador destacou que empreendimentos previstos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) – como a BR-319, que ligará o Acre ao Peru, e as hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, no Rio Madeira – vão atrair um grande contingente populacional e estimular a agricultura e a pecuária na região. “Isso vai ampliar o chamado Arco do Desmatamento, que hoje abrange o Mato Grosso, ao sul do Pará e parte de Rondônia”, explicou.

Somente as obras das usinas do Rio Madeira, em Rondônia, segundo Fearnside, deverão levar 40 mil pessoas para trabalhar no estado: “Depois do fim da construção, esse contingente vai migrar para Porto Velho e, de lá, para o sul do Amazonas e o Acre, o que certamente resultará na expansão do desmatamento”.

Para o pesquisador, os efeitos podem ser trágicos não apenas sobre a Amazônia, mas sobre todo o planeta, porque o desmatamento é responsável pela maior parte da emissão de gás carbônico no país: “Atualmente, 75% do gás carbônico emitido pelo Brasil vêm do desflorestamento”.

Durante o dia, os vegetais absorvem gás carbônico e liberam oxigênio; com a derrubada de árvores, o gás carbônico deixa de ser absorvido, o que na prática equivale a uma nova emissão, explicou Fearnside, acrescentando que a Amazônia ainda consegue reter boa parte do gás carbônico, mas essa capacidade está se esgotando. Para ele, "as chances de as emissões terem superado o limite de resistência da Amazônia estão entre 15% e 60%”.

No debate, o pesquisador apresentou ainda previsões internacionais que mostram os efeitos do aquecimento global sobre a Amazônia: até 2100, a temperatura média na região deve subir entre 3,3 graus e 5,5 graus, o que trará conseqüências devastadoras sobre a maior floresta tropical do planeta. “Os modelos são divergentes em alguns pontos, mas eles apontam para o aumento da temperatura e a transformação da floresta em savana”, advertiu.

A partir de 2050, lembrou, existe o risco de o solo da Amazônia se salinizar e as árvores começarem a ser substituídas pelas gramíneas. Ele explicou que “com o aumento da temperatura, as árvores absorvem mais água, o que reduz as chuvas na região”. E que se as emissões de gás carbônico continuarem a crescer nos níveis atuais, em 2080 grande parte da floresta terá desaparecido.

Um dos modelos exibidos pelo pesquisador indicou que apenas o oeste do Amazonas e uma área que cobriria a Colômbia, o Equador e o nordeste do Peru manteriam as características originais da vegetação amazônica.

Atualmente, de acordo com o especialista, a proporção de gás carbônico na atmosfera é de 383 partes por milhão. “Antes da Revolução Industrial, no século 18, esse índice era de 280 partes por milhão, o que mostra um crescimento assustador, principalmente no último século”, ressaltou.


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O aquecimento global é causado pela retenção de calor acima do nível considerado normal pela atmosfera e pode trazer graves consequências para o planeta, atingindo as plantas, os animais e nós seres humanos.

Trazendo resultados como: florestas sofrendo processo de desertificação, plantas sendo destruídas por alagamentos, aumento de extinção da espécie animal e vegetal, aumento de mortes por desnutrição e, como ja vem ocorrendo, as mudanças climáticas, que é o responsável por 150 mil mortes por ano em todo o mundo.

Podemos amenizar essa situação enquanto à tempo.

Não vamos ficar esperando que o governo tome sua iniciativa, pois quando eles tiverem tempo para tal, pode ser tarde demais.

Veja algumas maneiras para ajudar a combater o aquecimento global em:
www.mdig.com.br/index.php?itemid=1669

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Pesquisa mostra que Amazônia absorve MENOS carbono do que se pensava


Cientista aponta falha em equipamentos que medem fluxo de CO2. Quando há pouco vento na mata, sensores não captam emissão.

O velho bordão de que a Amazônia é o “pulmão do mundo” recebeu mais um golpe. Uma pesquisa realizada pelo Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia) revela que a floresta pode estar absorvendo menos gás carbônico do que os cientistas estimavam.

Segundo o estudo, realizado pelo meteorologista Júlio Tota, especialista em clima e meio ambiente, há uma falha nos equipamentos utilizados para medir o fluxo de gás carbônico entre a floresta e a atmosfera. Instalados na altura da copa das árvores, eles medem somente o gás carbônico que é enviado para cima da floresta, deixando de lado o carbono que circula perto do chão, indica a pesquisa.

De acordo com Tota, já se chegou a pensar que a floresta capturava entre quatro a cinco toneladas de carbono por hectare – um campo de futebol – por ano. “Com correções que foram feitas, isso caiu para cerca de duas toneladas, mas esse número pode ser ainda menor”, diz o pesquisador.

O meteorologista explica que a medida de fluxo de gases de efeito estufa é feita por 1.500 torres instaladas ao redor do mundo. Na Amazônia são mais de dez, das quais ele escolheu duas como alvos de sua pesquisa.

Usando equipamentos cedidos pela Universidade de Nova York, o pesquisador mediu o fluxo de gás carbônico próximo ao chão, e descobriu que havia verdadeiros “rios” de carbono flutuando sob a floresta. Isso aconteceria especialmente à noite, quando há pouco vento e o gás não sobe para a atmosfera, deixando de ser captado pelos equipamentos convencionais. “É o que eu chamo de ‘escoamento horizontal’ de CO2”, afirma Tota.

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É dever de todos saber sobre os impactos da ciência e da tecnologia sobre a sociedade e o meio ambiente.


O ser humano vem alterando os recursos naturais do planeta, e atualmente temos como consequêcia as mudanças climáticas, mas não sabemos onde isso pode parar, afinal estamos alterando algo que é irreversível. Podemos amenizar, mas nunca voltará a naturalidade.

Será que daqui a alguns anos conseguiremos cnotrolar esses fatos?