quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Pesquisa mostra que Amazônia absorve MENOS carbono do que se pensava


Cientista aponta falha em equipamentos que medem fluxo de CO2. Quando há pouco vento na mata, sensores não captam emissão.

O velho bordão de que a Amazônia é o “pulmão do mundo” recebeu mais um golpe. Uma pesquisa realizada pelo Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia) revela que a floresta pode estar absorvendo menos gás carbônico do que os cientistas estimavam.

Segundo o estudo, realizado pelo meteorologista Júlio Tota, especialista em clima e meio ambiente, há uma falha nos equipamentos utilizados para medir o fluxo de gás carbônico entre a floresta e a atmosfera. Instalados na altura da copa das árvores, eles medem somente o gás carbônico que é enviado para cima da floresta, deixando de lado o carbono que circula perto do chão, indica a pesquisa.

De acordo com Tota, já se chegou a pensar que a floresta capturava entre quatro a cinco toneladas de carbono por hectare – um campo de futebol – por ano. “Com correções que foram feitas, isso caiu para cerca de duas toneladas, mas esse número pode ser ainda menor”, diz o pesquisador.

O meteorologista explica que a medida de fluxo de gases de efeito estufa é feita por 1.500 torres instaladas ao redor do mundo. Na Amazônia são mais de dez, das quais ele escolheu duas como alvos de sua pesquisa.

Usando equipamentos cedidos pela Universidade de Nova York, o pesquisador mediu o fluxo de gás carbônico próximo ao chão, e descobriu que havia verdadeiros “rios” de carbono flutuando sob a floresta. Isso aconteceria especialmente à noite, quando há pouco vento e o gás não sobe para a atmosfera, deixando de ser captado pelos equipamentos convencionais. “É o que eu chamo de ‘escoamento horizontal’ de CO2”, afirma Tota.

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É dever de todos saber sobre os impactos da ciência e da tecnologia sobre a sociedade e o meio ambiente.


O ser humano vem alterando os recursos naturais do planeta, e atualmente temos como consequêcia as mudanças climáticas, mas não sabemos onde isso pode parar, afinal estamos alterando algo que é irreversível. Podemos amenizar, mas nunca voltará a naturalidade.

Será que daqui a alguns anos conseguiremos cnotrolar esses fatos?

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